Construções femininas em Doze Casamentos Felizes, de Camilo Castelo Branco
DOI:
https://doi.org/10.17398/1888-4067.20.135Palabras clave:
Camilo, personagens femininas, Doze Casamentos FelizesResumen
Doze Casamentos Felizes, conjunto de doze contos publicados por Camilo Castelo Branco em 1861, constitui uma obra que não consta dos curricula nacionais e mostra um lado menos conhecido do escritor, então penalizado pelo cárcere resultante da sua relação extra-marital com Ana Plácido. Camilo aparentemente quer demonstrar nesta obra que a felicidade conjugal é possível, apesar das práticas sociais de então e das suas próprias circunstâncias pessoais o parecerem desmentir. Neste ensaio visa-se mostrar como a construção de determinadas personagens femininas da obra em questão, escolhidas de acordo com um critério ilustrativo e não exaustivo, resulta de uma combinação de processos e procedimentos analisáveis de acordo com cinco áreas da crítica literária: a linguística, a retórica, a narratologia, a axiologia e a semiótica-contextual.
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